Poesias
Solidão
A NOITE DA LUA NEGRA
Desce a mim sua aura negra prateada
Hoje será a grande noite
Mais um se venderá, eu...
Darei até minha ultima gota escarlate
Vendi minha alma ao senhor
Eu tenho a beleza e o poder da mãe
A Lua negra, parte de mim.
Lilith...
Seu negro prateado dará formas ao cemitério
E vida aos mortos
O altar se estremecerá, o sangue cairá.
E todos beberão...
O poder da noite torna-se o invisível magnífico
Tornam-se os olhares mórbidos
A vida sem magia é inútil
À noite da lua negra
Vamos consagrar
Mais um ritual para manter o poder
E espantar o sofrimento
A Lua negra, parte de mim.
Seu negro prateado dará formas ao cemitério
E vida aos mortos
O altar se estremecerá, o sangue cairá.
E todos beberão...
... Celebrando a grande noite negra...
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SOLIDÃO GÉLIDA
Vontade de caminhar entre as trevas da cálida noite...
Imprimir meus anseios mórbidos
Degustar as pálidas lembranças de êxtase...
O vento frio me comove a sair vagando pelas ruas acinzentadas
A embriaguez da noite insana incrusta meus sonhos sobre o ar gélido do inverno
Um inverno que chegou...
O caminhar romântico que assola meus passos como um vampiro vagante
Eu que sempre fui liberta á escuridão
Hoje sou prisioneira da maldição mundana
Ah! Vontade de me dirigir ao submundo
As vozes que me pedem para calar
As vozes que me convocam impetuosamente a gritar
E eu aqui como uma Harpia presa, empalhada em seu altar
Romântica e suave noite
Leve e doce formosura que ataca as feridas gélidas
Nostálgicas de uma noite sem luar
A solidão aflige...A solidão maltrata
Nenhum mortal na fria face noturna para debochar
Meu teclado que toca a triste canção melancólica do isolamento
Sinto-me no chão...Ouvindo agouros do inconsciente
Sentido e sonhando o vagar de mais uma noite fria
Magnífica noite gélida onde compõe minha insensata embriaguez
O vento perfeito, a noite bela e eu aqui...Perdida em meio a pensamentos de liberdade...
Em meio a pensamentos felizes...
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RESTOS DE MIM
Só restou de mim a loucura
Desonra e sangue derramado
Destroços da minha carne apodrecida
De uma alma entorpecida
De tristeza e dor
Agonizando minha mente
Em formas de demência total.
Atiraram pedras em meu altar
E nunca mais acreditei em um Deus
Apenas em Demônios libertos em minha alma
Libertou meus demônios mais temíveis
Arrancou meu coração do seio
E desfez dos meus sonhos mais belos
Sujou minha pureza e danificou minha inocência
Atirou-me em pedaços pelas esquinas
E feriu minha carne
Arrancando minha pele como um animal
Onde vende seu couro para um casaco majestoso
Espancaram meu rosto
Apagaram minha luz astral
Tiraram minha nobreza e só restou o mal.
Atiraram pedras em meu altar
Afogaram os santos na lama
Minha poeira na cama
E meu sangue ao chão
Fizeram de mim destroços
De carne morta, podre e escura.
Hoje me resta apenas os demônios
De um corpo desfigurado e uma alma decaída.
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BUSCA
Quando abro meus olhos...
Todas as noites da minha vida eterna
Sinto-me mais perto e ao mesmo tão distante dessa raça podre
Abro meus olhos, reflito no depois minha incessante busca por sangue e poder.
Vejo minha sombria escuridão apalpando-me
Dilacerando-me quando fecho meus olhos
Assim como quando tenho atitudes insanas
Meu firmamento é escarlate em meio à escuridão
Fecho meus olhos para o mundo e busco...
O mundo perfeito, incondicionalmente belo e louco.
Busco as negras rosas. Busco a incontestável sabedoria...
Onde abro meus olhos e contemplo apenas uma guerra imortal
Acima de mim talvez os olhos da esperança
Ou talvez o olhar da inconfessável tortura...
Cerro minhas pálpebras para não assistir o tempo
Tempo que se foi...Humana...
Tempo que virá...O abraço...
Audácia e coragem são para enfrentar os monstros que ainda enfrentarei
A busca pela sobrevivência nas trevas me maltrata...
A busca interrogante de mente confusa...
Fecho meus olhos e encontro um eu imortal e perdido
Nos rios das águas revoltas de um amanhã desconhecido
E de uma busca eterna...
Quando abro os olhos eu vejo e busco as trevas...
Como um animal feroz procurando sua presa.
Todas as noites sepulto-me no vale da morte
Esperando mais uma fúnebre madrugada para beber o sangue pútrido.
Então fecho meus olhos me enterro nas sombras dessa busca... Eterna.
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INSANIDADE VAMPÍRICA
Eu sou a ponte do inabalável,
A cor pálida da neve
Princesa das trevas.
O grito, o frio, o imortal.
Sou a fusão dos opostos e a embriaguez do vinho
O som do silêncio e o torpor
O verme da morte...O insano e o mal
A adrenalina no sangue da presa.
A salvação eterna, o abraço e a transformação mágica.
A natureza imperfeita entre a terra ao o elo das sombras
A cura dos miseráveis, o pecado e a paixão infernal.
O mistério e o oculto
Inverno e solidão
Paixão e guerra
Escuridão, névoa e fumaça.
O mito e o místico
Consciência e flutuação
Lua, noite, rosas negras e flores mórbidas.
Sou a estrela decadente manchada de lágrimas nostálgicas
Lunática das mentes brilhantes
Poder imortal, poder do mal.
O irreal e a imaginação
Sou eu tudo que desejo ser
Posso ser o grito do subconsciente deplorável
Sou as trevas perfeitas da mente
Sou eu Lunática
Vagando na sombra fria da noite
Lamentando por você
Que na ignorância lança a cristandade.
Contesta e se arma contra a própria natureza miserável.
Eu, Lunática... No infinito distante na inconfundível melancolia
O sangue e os túmulos...
Eu sou Lunática...
...Tudo que desejo ser eu serei...
Basta que você deixe minha sincronia pacifica
Bela e perfeita, buscar no caráter a energia de uma nova era.
Desconjuro a ti hipocrisia humana.
Eu sou Lunática na nostalgia da noite
Eu sou a natureza morta. Bárbaro!
Faço parte do seu sincronismo depressivo
Nêmesis vingará da a raça putrefata!
Quando me ataca a misantropia revelo-me...
...Ostracista sob a sua progênie destruidora
Eu sou Lunática adoradora de Lilith
Filha de Lilith, eterna e imutável...
Sempre insana...Malkavian...Sempre mórbida por você, humanidade!
Que Nêmesis faça justiça ao grotesco e ao desumano!
E se eu sou assim, quem são vocês? Estúpidos, gados, ratos miseráveis!
Decompondo-se entre a escuridão macabra de suas próprias mentes ilusórias.
Raça Podre! Raça Podre!
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LUNÁTICA
“Sou as trevas da mente psicopata
A metamorfose do eclipse lunar
O instinto selvagem da vida
A terra, o fogo, a água e o ar
O lado sombrio dos deuses
A iniciação negra
Á vontade, o desejo e a força sem limites...
Sou a lua minguante em noite de fúria
Filha do oculto...Nasci da escuridão
Da mais alta sabedoria mágica
Iniciei-me na razão
Entre os sepulcros mais dementes...
Entre o sangue e as estrelas cadentes...
Sou o maior pesadelo ou o maior sonho...
O amor e o ódio
A noite escura e o medo
O frio e a maldição...
Feiticeira do empírico
Filha de Lilith
Sou eu quem você deseja que eu seja...
Sou lunática que vive a vagar nas noites de lua
Pelo insano céu estrelado...
Sou quem você deseja que eu seja...
O lado oculto da humanidade...”